Num texto em que abordei o impacto da globalização na indústria têxtil, citei um provérbio africano que verifiquei agora suscitou alguns comentários discordantes quanto ao exagero da imagem transmitida.

 

Aceito que a imagem acentua de forma dramática os desafios que se põem à economia e ao actual modo de vida dos países ocidentais desenvolvidos.

 

A globalização que começou verdadeiramente com o início da época dos descobrimentos, há cinco séculos, acelerou-se ao longo dos últimos trinta anos com a explosão da tecnologia informática, da Internet, do desmantelamento das barreiras comerciais e está-nos a transportar para uma nova era, designada por Alvin Toffler como a “civilização da terceira vaga”, onde se assiste a um ritmo acelerado de transformação das organizações e da vida do nosso quotidiano.

Em vez de produção em massa, estamos a caminhar para a produção desmassificada onde os custos da diversidade são reduzidos pela utilização das novas técnicas de informação e computação. Onde é necessário inovação constante para competir com novas ideias para produtos e para serviços prestados aos clientes. Onde o conhecimento acelera os acontecimentos, substitui materiais, os transportes, a energia e poupa tempo.

De facto, o tempo torna-se a variável critica uma vez que a concorrência é intensa e a velocidade de reacção exigida é elevada. As economias de escala estão a ser substituídas pelas economias de velocidade.

Onde está a vida que perdemos ao viver?

                     Onde está a sabedoria que perdemos no conhecimento?

                       Onde está o conhecimento que perdemos na informação?

De T.S. Eliot”