
Esta última semana, o mundo viveu um dos seus momentos mágicos: a tomada de posse de Barak Obama, como 44º Presidente dos Estados Unidos da América. Em todos os cantos do mundo, milhões de pessoas assistiram, emocionadas, a esta cerimónia.
Em milhões de rostos rolaram lágrimas quando se escutaram as palavras com que Barak Obama formalizou o seu juramento. Um rio imenso de lágrimas nasceu, em simultâneo, nas quatro partidas do planeta.
Cada uma destas lágrimas contém, na sua composição (para lá da água e do cloreto de sódio, que nos faz lembrar o saudoso António Gedeão), uma das mais poderosas forças da humanidade: a esperança, a determinação e o ânimo. Foi esta força que Barak Obama parece ter ressuscitado em todo o planeta. É esta onda positiva que irrompe no meio da maior e mais grave crise financeira, económica e social que todos nós já conhecemos.
Serão estes milhões de lágrimas o grande sinal que voltámos a acreditar em nós próprios? Barak disse-nos, no seu discurso de tomada de posse, que a resposta a esta questão está dentro de cada um de nós.
Nos dias que passam, de tanta incerteza e de tanto temor, resta-nos um caminho seguro: reerguermo-nos, sempre, acreditando nas nossas capacidades e ajudando-nos mutuamente.
Barak Obama não será, certamente, o Messias nem o D. Sebastião que nos salvarão. Precisamente, porque somos nós o nosso próprio Messias.
texto publicado no jornal Diário do SUL