Participei, há uns dias atrás, no Congresso Nacional do Partido Socialista, na bonita cidade de Espinho.
Comigo, naquela cidade do distrito de Aveiro, estiveram cerca de 2500 militantes do PS que, durante 3 dias, participaram nos trabalhos do mais importante momento da vida política de cada partido: o seu Congresso.
É assim em todos os partidos políticos. De norte a sul do país, nas regiões autónomas e em todos os cantos do mundo onde há comunidades portuguesas, dezenas de milhar de mulheres e homens militam, activamente, nas organizações políticas a que pertencem. Todos disponibilizam parte significativa da sua energia e do seu tempo para se dedicarem à defesa daquilo que mais nobre e valioso todos temos: os nossos ideais, os nossos princípios e os nossos valores.
Tenho o maior respeito por todos os que militam activamente na política. Com alguns, concordo nos ideais e nas convicções; com outros, discordo. No entanto, a todos considero e em todos valorizo essa postura de acção para a transformação da realidade. Tenho, aliás, um enorme prazer em debater com todos os que assumem as suas ideias e os seus pontos de vista. Nada nos faz aprender mais do que confrontarmos as nossas ideias e os nossos argumentos com os que pensam de forma diferente de nós. É no contraditório que podemos pesar a bondade dos nossos pensamentos e dos nossos argumentos e valorizar o que pensam os outros. É, muitas vezes, através de uma, franca e sincera, discussão que se constroem os consensos mais leais e sólidos.
O exercício da militância num partido político, para lá de ser um direito de cada cidadão, representa um contributo, sério e construtivo, para a construção de uma Democracia mais participada e saudável.
* texto publicado no jornal Diário do SUL